domingo, 20 de dezembro de 2009

Rebecca - Daphne du Maurier


Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o enredo se desenvolve, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos…
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Comprei este livro por causa de todas as opiniões positivas que li no fórum Estante de Livros e não me desiludiu.
A narradora, é uma jovem dama de companhia de uma senhora que se encontra em Monte Carlo e pretende travar conhecimento com todas as pessoas importantes que lá se encontram. É aí, que a jovem conhece o viúvo Maxim de Winter, que depressa sentem empatia um pelo o outro, terminando com um pedido de casamento, rapidamente aceite pela jovem.
Após a lua-de-mel, passada em França e Itália, o casal chega a Manderley, a mansão de Maxim. Aí a recentemente Mrs. de Winter, começa a sentir que a presença da primeira mulher de Maxim, Rebecca, está presente em toda a casa, quer pela decoração, pela escolha das refeições, pelos próprios cães de companhia e pelos criados da casa, nomeadamente Mrs. Danvers, a governanta.
A jovem Mrs. de Winter começa então a ter uma curiosidade cada vez maior em saber como Rebecca morreu, e como todos parecem amar Rebecca e achá-la maravilhosa, a jovem começa com dúvidas quanto ao seu casamento, pois até Maxim parece algo ausente de afecto. Mas, às tantas o livro dá uma reviravolta, e tudo o que parece, efectivamente não o é.
O livro tem uma escrita muito fluida, em que a autora não torna as descrições maçudas, mas extremamente visíveis para quem o está a ler e a imaginar os locais. Fez também ler o livro de forma continuada, sem o querer largar por nenhum bocadinho, prova disso é que li o livro apenas num dia e já passava da 1h da manhã quando o acabei.
Muito, muito, muito bom. Um dos melhores livros que li este ano. AMEI!!
Leiam porque vale mesma a pena.

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